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sábado, 6 de agosto de 2011

Outro dia eu conto mais ...


       Essas são algumas histórias sobre os profissionais da construção,que a minha amiga,Roseli me enviou. Só tive o trabalho de postar.Sem querer ofender, parece-me que tudo continua na mesma,o profissional vai aprendendo com os próprios erros e quem o contrata  que se cuide.


                                            



       “Entre construção, reforma, ampliação, conserto e conserto,ampliação e reforma ... já se foram pelo menos uns 45 anos de experiencias com os ditos profissionais da construção.

             A primeira parte da história é comum na rua em que moro em Santo André.

            Meu pai era Torneiro Mecânico, comprou um terreno na periferia de Santo André parcelado em centenas de vezes.
             Entre uma noite de trabalho, um dia de folga, crianças para serem criadas e uma mulher de assistente, meu pai iniciou o projeto da minha casa, num caderno escolar – ali ele fez a planta da casa – a distribuição dos cômodos, o estilo do telhado, etc. Acho isso interessante porque ele não era pedreiro, era Torneiro Mecânico e mesmo assim, construiu uma casa.
            Do alicerce até a parte elétrica foi tudo feito por ele, depois de uma 3ª turma na fábrica (a turma que ia das 22:00  às  6:00 h) ele construía até umas 14:00 h depois dormia, e ia trabalhar ....isso por alguns anos. 
            Lembro-me dos momentos críticos, quando os canos não se encaixavam, os tijolos não ficavam no prumo, etc ... quase sempre por culpa da minha mãe!!! rsrsrs (ela era a ajudante dele). E os momentos festivos, quando vizinhos, tios se reuniam para finalizar um telhado ... e rolava um almoço especial.
            Na minha casa os primeiros 10 anos, meu pai foi o arquiteto, pedreiro, encanador, eletricista, etc....   Constato hoje, que a parte feita por ele, de modo amador, nunca apresentou problemas.
               Depois de muitos anos, daí fui obrigada a cuidar da casa, porque ele já não se encontrava mais conosco. Então .... conheci pedreiros, encanadores, eletricistas,os  ditos profissionais  da construção  civil. Com eles vieram  as soluções e os problemas, que foram muitos.Essa é  a parte que interessa:

              Houve um tempo que essas atividades eram feitas por uma única pessoa – um conhecido  que tinha todos esses saberes - e que trabalhava na fábrica e nas horas de folga, ganhava um extra , colocando um azulejo, um piso, etc. Esses profissionais , amadores, em geral, não criavam problemas e quase sempre esbarravam na perfeição.

               Depois vieram os ditos profissionais que deixam a gente com um pé atrás.
          Já tive um em casa, que por se dizer  profissional, ele não se deslocava do local de serviço para ir até o depósito de construção, por nada nesse mundo, nem do outro.Ele queria por exemplo,um TE esquerdo com rosca direita.Até conseguir exatamente o que ele queria era pelo menos umas 3 idas ao depósito ( que fica a uma esquina de casa). A minha mãe, passava o dia , num vai e vem louco, até o depósito, para atender os pedidos do profissional. O último dia de serviço dele em casa foi de grande festa e descanso!!!!

          Também contratei um  pintor, que embora cobrando como profissional, fazia umas lambanças igual a uma criança brincando na escolinha. Ele por exemplo, não aceitava a máxima, que depois que você passa a tinta numa parede é imperioso esperar a tinta secar para passar uma segunda mão de tinta ... resultado: gastei um oceano de tinta para as paredes ficarem todas manchadas ... Outra grande alegria, quando dei por concluído o serviço dele.
         Agora, esse é um tipo de profissional perigoso, mas muito comum! Pedreiro e álcool – combinação explosiva! Precisei de um  para fazer uma laje na sala, o dito cujo era movido a álcool de padaria (cachaça), quando ele não estava de tanque cheio era uma maravilha, o trabalho saia  impecável , mas quando ele enchia o tanque, ele não vinha trabalhar uns 3 dias ... uma loucura...Esse não concluiu o serviço!

       Também tive experiencias com aqueles  que conseguem, ou pensam conseguir, trabalhar em dois ou três lugares ao mesmo tempo. Contratei um pintor nessa modalidade. Ele trabalhava uns 2 dias na semana em casa, depois vinha um dia e ficava uma 3 horas, e ia embora ... O serviço rende, dor de cabeça, ...!O  trabalho para 10 dias foi concluído em  40 .

        Entre essas e outras hoje, me encontro às voltas com um tipo interessante, que podemos denominá-lo por pedreiro palpiteiro....rsrsrsrsrs! O projeto é um banheiro de serviço,quis uma parede com um revestimento diferente, um detalhe, que claro tem que atender ao meu gosto ... o pedreiro resolveu que o gosto dele era mais importante ...complicado, ter que usar de muita educação e jeito para fazê-lo entender que o banheiro era meu e ponto, faço-o como quiser!Depois de tantas, ainda continuo reformando, a casa, é claro! Porque eles continuam os mesmos". 

( os créditos pertencem  à Roseli Correa, autora da história) 


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