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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Barulho X Capacidade intelectual




           Existem situações que me fazem pensar que as pessoas  perderam completamente a sensibilidade, se é que algum dia tiveram.Quando se perde a sensibilidade, junto vai a própria inteligência para  refletir sobre os fatos.
         Ao observar a compulsão que muitos têm para falar e  fazer barulhos, dá o que pensar. Hoje em dia parece que ninguém mais  pára para ouvir, todos falam ao mesmo tempo se atropelando.Num bate papo que deveria ser prazeroso  fica um vazio que não acrescenta nada, além  do estresse. Dentre as situações  que vivenciamos as mais intrigantes são as festas familiares porque, geralmente, saímos delas esgotados. O som sempre está no último volume, ninguém consegue ouvir ninguém. As maiores vítimas são os bebês e  os idosos, coitados! O que era prazer, vira um tormento. A dona da casa nunca se toca que o som  ultrapassou os limites do tolerável.É de doer!
             Nas ruas, nas  lojas inclusive, a situação  é  pior, o som no último volume impede qualquer cristão de  ouvir qualquer coisa, inclusive o que o vendedor fala. E quando é loja para jovem, aí  loucura total.  Salve-se quem puder! Eu nem ouso entrar ali, a  não ser que queira enlouquecer!
           Como se não bastasse todo barulho, agora  a nova moda que pegou e vai continuar firme até que alguém dê um basta,são as  pessoas nos ônibus com o celular no último volume, e você é obrigado a ouvir aquelas porcarias de mau gosto. Meu Deus! Isso é demais! A gente olha para a cara do meliante, dá vontade de pegar ambos, o celular e ele, jogar  pela janela. 
           Partindo do princípio  que pessoas barulhentas não gostam de estar consigo mesmas,  e que essa foi a forma que encontraram para espantar os problemas que a atormentam, e  não pensar mais neles, ou encontrar soluções para eles,  significa também que são pouco inteligentes. 
         Estar em(no) silêncio é estar consigo, é aprender a se aceitar, raciocinar, solucionar, o que se estende a tudo na vida. Quem se respeita é natural que respeito o outro, o que é uma atitude inteligente.Portanto o que vem a calhar aqui e que ilustra muito bem o texto, é um pensamento  Shopenhauer usado  minha amiga Roseli Correa, para definir classes barulhentas, ou pessoas barulhentas: 

“  Há muito sustento a opinião de que a capacidade do ser humano de não se importar com o barulho é inversamente proporcional a sua capacidade intelectual...
Aquele que costuma bater portas, em vez de fechá-las naturalmente ... não só é mal educado como também vulgar e de mentalidade tacanha ...
Seremos razoavelmente civilizados quando ... as pessoas não tiverem mais o direito de perturbar a tranqüilidade de um ser pensante ... com seus assobios, gritarias, algazarras, urros e outros tipos de ruídos”

         Desculpem-me os barulhentos, mas  analisando determinadas situações , penso que Shopenhaur tinha toda razão.  É só dar uma olhadinha a sua volta,  analisar e concluir! É claro! Se não tiver muito barulho e você conseguir ouvir a voz próprio  do seu pensamento.

                                                     


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