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terça-feira, 9 de novembro de 2010

O colar da coragem


O medo do abondono bate em todas as portas. Este mês ele bateu  à porta da casa da Nati (minha sobrinha). No inicio do mês,  ela apenas com quatro anos, se viu distante da mãe durante 10 dias. Tudo o que sentiu ficou guardado a sete chaves.Expressou saudades, mas não soube verbalizar a sensação de abandono. Quando a mãe retornou da viagem, o motivo da separação das duas, ela  a recebeu na maior alegria, ganhou presentes e tudo se normalizou.
Logo a seguir  o pai teve que viajar, daí  a Nati entrou em pânico, não conseguiu superar o medo do abandono que tinha reprimido da primeira vez. Foi aí que tudo começou. No momento em que teve que  despedir do pai, abriu o maior berreiro  e como se isso não bastasse, ainda dizia, que não queria que ele fosse, pois não voltaria mais! Não adiantava explicar que o pai tinha que viajar , e retornaria depois de 20 dias, nada a consolava. Levá-la à escola tornou-se uma tortura, quando estava no portão de entrada,o mundo parecia que ia desabar, lá vinha o choro contido, a sensação de abandono  tomava conta da sua alma. Ninguém mais sabia o que fazer, porque tudo já havia sido tentado. Mas... mãe é mãe, e sempre  acha  uma solução. Depois de muita conversa, muito choro, muito tudo, surgiu a solução mágica que acabaria com tudo aquilo.
A Nati ganhou o " colar da coragem",que na realidade não é um colar, mas sim uma corrente para colocar  no pescoço. Também recebeu as instruções como deveria usá-lo. A mãe foi categórica, quando lhe disse:- "quando o medo surgir, coloque a mão no colar e peça para ele te dar muita coragem. Tenha certeza, que você não vai sentir mais medo". E assim foi, o medo da Nati sumiu como num passe de mágica.
Agora o  colar da coragem  não sai do pescoço da Nati, para nada. Ele é lindo, como podem ver pelas fotos, não pelo valor material que é tão pouco, mas pela poder mágico que  teve  em  tocar a alma de uma criança, entrar no seu mundo e lhe dar força para enfrentar os desafios da vida. 
Todo mundo quer o colar, mas a Nati não empresta e nem dá, mas ensina como usá-lo. Vamos e convenhamos, nada como ter uma mãe criativa e inteligente que entende a magia que tranforma os medos em coragem. Que assim seja a vida, cheia de coragem e esperança, inclusive para a criança.
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