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sábado, 15 de maio de 2010

Diário de uma babá



O Diário de uma Babá (The Nanny Diaries)
Elenco: Scarlett Johansson, Chris Evans, Alicia Keys, Laura Linney, Paul Giamatti.
Direção: Robert Pulcini e Shari Springer Berman
Gênero: Comédia


 
              Como não é de se estranhar o diretor nos traz uma temática de extrema importância, inclusive para a mulher moderna que precisa dividir o seu tempo entre os afazeres sociais, o trabalho,  as futilidades da vida e acaba  relegando para segundo plano a educação dos filhos.
             O filme nos dá uma lição de responsabilidade, amor e vínculos afetivos. Assistam! À principio pensei que fosse um daqueles filmes bobinhos, mas fiquei surpresa com a abordagem e resolvi sugerir.Para ilustrar, e ressaltar a importância da temática do filme, coloquei um fragmento do livro “Perdas necessárias de Judith Viorst”porque hoje em dia em nossa sociedade, aumenta cada vez mais o número de crianças abandonadas emocinalmente, e pais que  tentam suprir as necessidades emocionais de seus filhos  com coisas materiais.
 Nada substitui a qualidade de tempo que uma mãe(ou pai) se dedica à orientação e educação de seus filhos. 
                    
              “ (...) Um garotinho está numa cama de hospital. Assustado e com muita dor. Quarenta por cento do pequeno corpo está coberto de queimaduras. Alguém o encharcou com álcool e então, por incrível que pareça, acendeu um fósforo.
               Ele chora pela mãe.
               A mãe foi quem o queimou.
              Aparentemente, não importa o tipo de mãe que uma criança perde, ou o quanto pode ser perigoso continuar na presença dela. Não importa se ela machuca ou abraça. A separação da mãe é pior do que estar nos braços dela quando as bombas estão explodindo.A separação da mãe é às vezes pior do que ficar com ela quando ela é a própria bomba.
            Pois a presença da mãe – da nossa mãe- representa segurança. O primeiro terror que conhecemos é o medo de perdê-la. “Não existe nada semelhante a um bebê”, escreve o pediatra psicanalista D.W.Winnicott,observando que na verdade os bebês não podem existir sem suas mães. A ansiedade da separação é provocada pela verdade literal de que, sem alguém para tomar conta de nós, morreremos (..)  geralmente é ela-,é nossa mãe, de quem podemos suportar qualquer coisa, menos o abandono.” ( trecho do livro : Perdas Necessárias, Judith Viorst)





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