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domingo, 25 de abril de 2010

O filme sobre o Chico Xavier..

        
          Eu sou resistente quanto à filmes brasileiros, para dizer a verdade nem gosto, porque a temática é sempre a mesma, violência, pobreza e prostituição. Mas ontem eu resolvi dar um crédito ao cinema brasileiro e fui assistir ao filme sobre Chico Xavier. Achei razoável, esperava muito mais. Existem momentos de emoção mas não vai além disso. Eu sei que a grandeza da vida desse homem não cabe em um filme, que precisaria pelo menos uns três filmes para tangenciá-la. Mas descobrir que os que produziram e dirigiram o filme, não acreditaram no sucesso dele, e não foram fiéis à realidade daquela vida, foi uma grande decepção. Eu nunca vi um filme espírita não mostrar os espíritos! Mostraram alguma coisa, mas com muita ressalva, pois não tinham como escapar. Emmanuel e a mãe do Chico foram os contemplados, mas só isso. Nos momentos da aparição da mãe, não havia indícios, para o leigo, que ela era morta, a não ser o túmulo. Quando ela se retirava desses encontros sempre tinha algo para encobrir a sua saída.
         Imaginem! Num país que se diz católico mostrar o espiritismo! Mas o filme era sobre alguém que passou a vida se relacionando com os espíritos, por que não ser fiel a isso? Todos aqueles que conhecem um pouquinho da vida desse homem sabem das vivências dele com os espíritos, afinal ele é conhecido justamente por isso.As pessoas que desfrutaram da sua convivência, contam que já no final da vida, ele perguntava às pessoas se elas eram encarnada ou desencarnada, isso é fato.
         O filme, Sexto sentido, foi muito mais coerente com sua temática, ousou e mostrou a que se propôs. E nós? Como sempre ficamos sobre o muro. Que pena! Que não acreditaram no sucesso do filme e não tiveram  coragem de mostrar as experiências do Chico com os espíritos, sobre todas as nuances. Mas fazer um filme com essa abordagem   demanda coragem acima de tudo, e poucos a tem. Agora falar de um homem que passou a vida vendo espíritos e não mostrar isso, foi uma grande covardia. Mas quem sabe ainda, alguém tenha a coragem e a ousadia de mostrar a vida desse homem como ela realmente foi; envolvida o tempo todo com os espíritos, vendo-os a todo momento, orientando-os e recebendo deles orientações. Talvez tenham ficado em cima do muro para não ferir o olhar de um povo num país que se diz católico, mas não o é. Não precisamos ser católicos, protestantes, evangélicos, precisamos sim, ser CRISTÃOS, como o Chico o foi, exemplificando através da sua vida os ensinamento do CRISTO. Mas Valeu! Como diria Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
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