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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Geração nem, nem, Enem...


Às vezes conto piadas para meus alunos, mas sempre fico decepcionada porque eles não entendem, e ainda falam:
"Credo, piada de professor ninguém entende!!" É claro que as piadas que conto então sempre no contexto da aula, nada de apelação.
Uma das minhas preferidas é esta:
“O garoto chega em casa, todo feliz, e diz pra mãe:
Mãe, mãe, olha , olha.., de Português eu tirei 10, mas Matemática eu se ferrei.”
Silêncio sepulcral na sala de aula!Ninguém ri e eu fico com uma cara de paisagem!Quando eu digo ninguém ri, é ninguém mesmo. Uma viva alma sequer esboça um sorriso, só para me agradar ou fingir que entendeu.
Pasmem, eu não estou falando de 5ª, 6ª séries, falo do Ensino Médio, alunos que estão às portas da faculdade.
Vocês diriam: é só uma simples piadinha, coitadinhos, por que entender uma piadinha tão banal, o que isso vai acrescentar em suas vidas?!!!
Realmente,uma piadinha não acrescenta nada na vida de ninguém, mas saber ler, interpretar, escrever, acrescenta muita coisa,tenham certeza.
Então, mais tarde vocês também dirão: "Nossa o médico amputou a perna esquerda e era para amputar a direita!"
E eu direi: "Não se preocupem é só uma perna, não faz mal que o paciente agora tenha que amputar a outra e fique sem as duas. Foi só uma questão de leitura e interpretação!! E é claro, que desejo que não seja eu.
O engenheiro errou nos cálculos e o prédio caiu. Que pena, contanto que não seja o meu, é lógico!
Cuidado gente, a geração nem, nem, ENEM está chegando....
Para quem não sabe o que é, aqui está a explicação: a geração que nem estuda, nem trabalha, nem lê, nem escreve, mas tem “ deproma”
Piada faz rir, mas a realidade é de chorar!!!


 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O colar da coragem


O medo do abondono bate em todas as portas. Este mês ele bateu  à porta da casa da Nati (minha sobrinha). No inicio do mês,  ela apenas com quatro anos, se viu distante da mãe durante 10 dias. Tudo o que sentiu ficou guardado a sete chaves.Expressou saudades, mas não soube verbalizar a sensação de abandono. Quando a mãe retornou da viagem, o motivo da separação das duas, ela  a recebeu na maior alegria, ganhou presentes e tudo se normalizou.
Logo a seguir  o pai teve que viajar, daí  a Nati entrou em pânico, não conseguiu superar o medo do abandono que tinha reprimido da primeira vez. Foi aí que tudo começou. No momento em que teve que  despedir do pai, abriu o maior berreiro  e como se isso não bastasse, ainda dizia, que não queria que ele fosse, pois não voltaria mais! Não adiantava explicar que o pai tinha que viajar , e retornaria depois de 20 dias, nada a consolava. Levá-la à escola tornou-se uma tortura, quando estava no portão de entrada,o mundo parecia que ia desabar, lá vinha o choro contido, a sensação de abandono  tomava conta da sua alma. Ninguém mais sabia o que fazer, porque tudo já havia sido tentado. Mas... mãe é mãe, e sempre  acha  uma solução. Depois de muita conversa, muito choro, muito tudo, surgiu a solução mágica que acabaria com tudo aquilo.
A Nati ganhou o " colar da coragem",que na realidade não é um colar, mas sim uma corrente para colocar  no pescoço. Também recebeu as instruções como deveria usá-lo. A mãe foi categórica, quando lhe disse:- "quando o medo surgir, coloque a mão no colar e peça para ele te dar muita coragem. Tenha certeza, que você não vai sentir mais medo". E assim foi, o medo da Nati sumiu como num passe de mágica.
Agora o  colar da coragem  não sai do pescoço da Nati, para nada. Ele é lindo, como podem ver pelas fotos, não pelo valor material que é tão pouco, mas pela poder mágico que  teve  em  tocar a alma de uma criança, entrar no seu mundo e lhe dar força para enfrentar os desafios da vida. 
Todo mundo quer o colar, mas a Nati não empresta e nem dá, mas ensina como usá-lo. Vamos e convenhamos, nada como ter uma mãe criativa e inteligente que entende a magia que tranforma os medos em coragem. Que assim seja a vida, cheia de coragem e esperança, inclusive para a criança.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não basta ser jovem, tem que ser.....


Existe uma frase  de Martin Luther King que diz: "Quem aceita o mal sem protestar,coopera realmente com ele"  e como eu não aceito o mal sem protestar, não coopero com ele. 
O assunto  hoje faz referência à  jovem , que postou no twitter tamanho ato discriminatório a respeito dos nordestinos.  Teve o seu momento de glória, às avessa, mas teve. Agora está sendo execrada pela mídia, procurada por todos. Muito bom, uma vez que desconhece os princípios básicos de como usar um canal de comunicação com responsabilidade!!! Difamar, discriminar,extravasar seu ódio e preconceito,não respeitar os demais, só porque não colocaram no poder aquele que você  achava que era o ideal não lhe dá o direito para fazer o que fez! Penso que  nem imaginava a repercussão que teria tamanha besteira. No mínimo deve estar arrependida, mas terá que responder pela insensatez.  Se for estudante de Direito, pior ainda, porque as consequências serão trágicas para o seu futuro profissional.
Jovem,pela sua atitude dá para perceber  que  você não entende nada de nada! Deu largada, nesta maratona que muitos jovens costumam disputar atualmente, e ganhou com  louvor  o Troféu da Imbecilidade. Que pelo menos sirva de lição para outros jovens desavisados que pensam que porque estão atrás de um computador, estão acima  do bem e do mal. Só mais uma coisa, talvez você  não saiba que somos todos brasileiros e discordar, não quer dizer desrespeitar ou ameaçar.Você  ainda não construiu nada, só está desfrutando daquilo que os outros,as duras pena construíram, faça algo que valha a pena!
Para pensar  aqui fica uma reflexão de Betinho:
"Em resposta  a uma ética de exclusão , estamos todos desafiados a praticar uma ética da solidariedade."         
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