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quinta-feira, 10 de junho de 2010

"A galinha dos ovos de ouro"


               Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha que punha todo dia um ovo de ouro.
             Supondo que devia haver uma grande quantidade de ouro em seu interior, eles a mataram para que pudessem pegar tudo.
               Então, para surpresa deles, viram que a galinha em nada era diferente das outras galinhas.
               O casal de tolos, desse modo, desejando ficarem ricos de uma só vez, perderam o ganho diário que tinham assegurado.
Autor: Esopo
Moral da História:
                            "Quem tudo quer acaba ficando sem nada."
             Eu gosto muito de fábulas, pois elas  nos ensinam de uma forma  bem simples.
Escolhi essa, em especial, por se adequar a um contexto também especial. Geralmente em ambientes de trabalho, quando temos pessoas sob nosso comando, precisamos ficar alertas, para  não matarmos as 'galinhas dos ovos de ouro". A medida que exigimos, ou pressionamos demais as pessoas que trabalham conosco, acabamos por perdê-las. Ninguém é uma fonte inesgotável. Por que correr risco?  A dinâmica da vida é tão simple! Respeite o limite do outro para tê-lo sempre ao seu lado, em especial, os competentes. 

4 comentários:

Yoyo Pizy disse...

Sabemos bem como isso funciona, não é mesmo amiga?
Beijão

Elaine disse...

Bom dia, eu tb adoro fábulas!
Obrigada pelo comentário carinhoso!
Beijos e uma ótima sexta feira!

Liliane de Paula disse...

Geralmente são lições de vida que as fábulas nos passam.

prof@ Roseli disse...

Há séculos que as fábulas são usadas para promover areflexão do ser humano.

Não é fábula ... mas visão de uma mulher incrível.

Olhe ao redor
Clarice Lispector

Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.

Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.

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